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1. Sobre o direito de Divisão de bens
O direito de divisão de bens abrange a partilha de ativos e dívidas entre cônjuges na dissolução de casamento ou união estável. Ele depende do regime de bens escolhido pelo casal, como comunhão parcial, comunhão universal ou separação de bens. A regra é assegurar que cada parte receba o que lhe cabe de forma justa e de acordo com a lei aplicável.
A partilha envolve imóveis, veículos, contas, investimentos, participações em empresas e dívidas comuns. Bens herdados ou recebidos por doação podem ter regras especiais que impactam a divisão, conforme o regime vigente. Em muitos casos, é possível realizar a partilha extrajudicialmente, via escritura pública, quando não há menores ou incapazes envolvidos.
Um diagnóstico jurídico prévio ajuda a evitar surpresas. Um jurista especialista em direito de família pode orientar sobre o regime vigente, impactos de dívidas, valores de avaliação e regularização de registros junto aos cartórios. A escolha entre uma via judicial ou extrajudicial depende da existência de acordo e da complexidade patrimonial.
2. Por que pode precisar de um advogado
Caso 1 - Imóvel financiado e dívidas associadas: um casal decide a partilha de um apartamento financiado. Sem acordo, a instituição financeira pode exigir a quitação integral ou a continuidade de um dos cônjuges como devedor principal. Um consultor jurídico ajuda a estruturar a retirada de dívida e a transferência do título.
Caso 2 - Participações em empresa: uma sociedade empresarial familiar precisa ser reavaliada pela partilha. A avaliação de quotas, a saída de um sócio e a continuidade da empresa exigem planejamento, valuation e acordo de reestruturação societária com cláusulas de convivência futura.
Caso 3 - Bem herdado com cláusula de incomunicabilidade: um cônjuge herdou um imóvel com cláusula de incomunicabilidade. A partilha deve respeitar essa cláusula, evitando que o bem seja colocado na comunhão de bens. A assessoria jurídica é essencial para traçar a melhor estratégia de proteção do bem.
Caso 4 - Dívidas conjuntas: dívidas altas de cartão de crédito ou empréstimos podem influenciar a partilha. Um advogado ajuda a separar responsabilidades e a organizar acordos que protejam bens individuais, sem abrir mão de direitos de cada parte.
Caso 5 - Guarda e pensão alimentícia: quando há filhos menores, a partilha não se resume aos bens. A decisão sobre guarda, pensão e regime de visitas pode impactar valores futuros. Um jurista orienta sobre incentivos legais e cronogramas de cumprimento.
Caso 6 - União estável e bem adquirido durante o relacionamento: mesmo sem casamento formal, bens adquiridos podem ter tratamento específico. Um consultor jurídico esclarece se há direito à meação, à partilha ou a acordos de convivência e regularização de registros.
Caso 7 - Necessidade de acordo rápido: em situações de separação de fato, a mediação pode reduzir custos e tempo. Um advogado pode indicar se há possibilidade de acordo extrajudicial ou se a via judicial é indispensável.
3. Visão geral das leis locais
O regime de bens entre cônjuges e a partilha de bens variam conforme a jurisdição. Abaixo listamos leis relevantes, com suas referências oficiais e datas de aplicação ou alterações recentes, aplicáveis ao Brasil.
- Código Civil Brasileiro (Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002) - regula regimes de bens entre cônjuges e a base da partilha na dissolução de casamento. Entrada em vigor para a maior parte das disposições em 11 de janeiro de 2003.
- Código de Processo Civil (Lei nº 13.105, de 16 de março de 2015) - define os ritos e procedimentos para ações de divórcio e partilha de bens, incluindo prazos, provas e recursos. Vigência ampla a partir de 2016 após as fases de implementação.
- Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973) - regula o registro de imóveis e a documentação necessária para transferência de bens na partilha, incluindo certidões e averbações em cartório. Aplicação contínua com alterações ao longo dos anos.
“O regime de bens determina como os bens adquiridos antes e durante o casamento devem ser administrados e partilhados.”
Fonte: Lei nº 10.406/2002 - Código Civil Brasileiro, Planalto
“A tramitação de ações de divórcio e partilha pode ocorrer de forma judicial ou, quando houver acordo, extrajudicialmente, reduzindo prazos e custos.”
Fonte: Lei nº 13.105/2015 - Código de Processo Civil, Planalto
“O registro correto de imóveis e a documentação de bens na partilha dependem de certidões atualizadas e regularizações em cartório.”
Fonte: Lei nº 6.015/1973 - Lei de Registros Públicos, Planalto
4. Perguntas frequentes
O que é partilha de bens no contexto de divórcio?
A partilha é o ato de dividir os bens entre as partes após o fim do casamento. Ela pode ocorrer judicialmente ou extrajudicialmente, dependendo do regime de bens e da existência de filhos menores. O objetivo é repartir ativos, dívidas e responsabilidades de forma equilibrada e legal.
Como começo o processo de divisão de bens com meu advogado?
Primeiro reúna documentos de todos os bens e dívidas. Em seguida, consulte um consultor jurídico para avaliar o regime de bens aplicável e definir o caminho (judicial ou extrajudicial). O profissional orientará sobre o escopo, custos estimados e prazos.
Quando é melhor optar pela via extrajudicial de partilha?
Quando não há filhos menores nem incapazes e há acordo total entre as partes. Nesses casos, a partilha extrajudicial pode ser realizada em cartório, com menor tempo de tramitação e custos geralmente menores.
Onde a partilha de bens é processada em geral?
Se houver desacordo ou filhos menores, o caminho costuma ser judicial, em que o juiz decide a partilha. Em caso de acordo total, pode ocorrer em cartório via escritura pública de partilha.
Por que preciso de um advogado para divisão de bens?
Um jurista ajuda a interpretar o regime de bens, evitar ofertas conflituosas, proteger bens herdados e lidar com dívidas. Ele também orienta sobre documentos, prazos e a escolha entre via judicial ou extrajudicial.
Pode a partilha afetar a guarda de filhos?
Sim, aspectos de guarda, pensão e visitas costumam acompanhar a partilha em divórcio. Advogados de família vão alinhar as decisões de bens com as necessidades dos filhos para evitar impactos na rotina.
Devo pagar honorários ao advogado durante a partilha?
Sim, há honorários advocatícios que variam conforme a complexidade, o tempo do serviço e a prática da jurisdição. Em acordos extrajudiciais, os custos costumam ser menores que em ações judiciais longas.
Qual a diferença entre partilha e adjudicação de bens?
A partilha é a distribuição de bens entre as partes. A adjudicação ocorre quando um bem fica com uma das partes em substituição de valores devidos, por exemplo, para quitar dívidas ou cumprir acordos.
Quanto tempo leva uma partilha judicial típica?
Processos judiciais de partilha costumam durar entre 6 e 12 meses, dependendo de provas, complexidade de patrimônios e eventual contestação. Em casos simples, o processo pode ser mais rápido.
Preciso apresentar quais documentos para iniciar a partilha?
Documentos comuns incluem certidões atualizadas de imóveis, comprovantes de propriedade, extratos de contas, comprovantes de dívidas, certidão de nascimento dos filhos e comprovante de regime de bens.
Qual é a diferença entre regime de bens e partilha?
Regime de bens define como os ativos são adquiridos entre o casal. A partilha é o ato de dividir esses bens quando o relacionamento termina, conforme o regime aplicável e as regras legais.
Preciso considerar bens no exterior na partilha?
Sim, bens fora do país podem exigir avaliação adicional, regularização de registros e cooperação de autoridades estrangeiras. Advogado internacional pode facilitar esse processo.
5. Recursos adicionais
- Justiça.gov.br - Portal oficial que fornece informações sobre serviços de justiça e procedimentos legais no Brasil. Função: orienta sobre direitos e caminhos processuais em família. https://www.justica.gov.br
- Planalto.gov.br - Portal da Presidência da República com textos oficiais de leis, incluindo o Código Civil e o CPC. Função: acesso direto a leis e atos normativos. https://www.planalto.gov.br
- Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) - Organização profissional que oferece orientação jurídica e encaminhamentos para atendimento jurídico. Função: suporte aos cidadãos na busca de advogados qualificados. https://www.oab.org.br
6. Próximos passos
- Defina o objetivo da divisão de bens e se há acordo entre as partes sobre a partilha desejada. Estime o tempo e os custos envolvidos.
- Reúna toda a documentação de bens, dívidas, imóveis, veículos, certificados e comprovantes de propriedade. Centralize tudo em uma pasta organizada.
- Consulte um advogado de divisão de bens para avaliar o regime de bens aplicado e indicar a melhor via (judicial ou extrajudicial). Agende uma consulta introdutória de 60 minutos, geralmente em 1-2 semanas.
- Solicite uma avaliação de ativos relevantes, como imóveis e empresas, para evitar surpresas na partilha. Planeje forensicamente qualquer bem herdado com cláusula especial.
- Decida entre escritura pública de partilha (notário) ou ação judicial, com base no acordo entre as partes e na presença de filhos menores, se houver. Aguarde orientação do advogado.
- Elabore o acordo de partilha, incluindo prazos, responsabilidades e planos de regularização de registros. O consultor jurídico revisará antes da assinatura.
- Inicie o processo adequado (extrajudicial ou judicial) conforme o caminho escolhido. O tempo total pode variar de 1 a 12 meses, conforme complexidade e infraestrutura do cartório ou do tribunal.
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