Melhores Advogados de Negligência médica em Portugal
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1. Sobre o direito de Negligência médica em Portugal
Negligência médica é a falha na prestação de cuidados de saúde que causa dano a um paciente. Em Portugal, a responsabilidade civil por erro médico geralmente se enquadra na responsabilidade civil extracontratual, exigindo prova de culpa, dano e nexo de causalidade. O raciocínio jurídico baseia-se no cumprimento de um padrão de cuidado profissional adequado à especialidade.
Quando comprovada a falha, o doente pode ter direito a indemnização por danos patrimoniais e não patrimoniais, bem como a custos de tratamento adicional. A avaliação costuma recorrer a peritos médicos para definir o desvio do padrão de cuidado e o impacto no estado de saúde do paciente. A lei portuguesa prevê mecanismos para reclamar, negociar ou litigar a reparação de danos causados por erro médico.
“A responsabilidade civil extracontratual exige prova de culpa, dano e nexo de causalidade.” - Fonte: Código Civil, artigos relevantes.
“A Lei de Bases da Saúde define os princípios de organização e qualidade dos serviços de saúde públicos.” - Fonte: Lei de Bases da Saúde.
“O Serviço Nacional de Saúde disponibiliza canais para reclamações de pacientes que se sentem prejudicados pela prestação de cuidados de saúde.” - Fonte: SNS.
2. Por que pode precisar de um advogado
Diagnóstico tardio ou incorreto pode alterar gravemente o desfecho de uma doença e gerar responsabilidade civil. Um jurista pode orientá-lo sobre os prazos de prescrição, a necessidade de perícias e a forma correta de demonstrar o nexo causal. Abaixo estão cenários concretos que costumam exigir aconselhamento jurídico específico.
- Diagnóstico atrasado de um tumor com influência no prognóstico e no tratamento subsequente, levando a danos adicionais.
- Erro de medicação ou dosagem que resulta em complicações graves durante a alta hospitalar ou internamento.
- Falta de consentimento informado adequado antes de intervenções cirúrgicas ou tratamentos complexos.
- Negligência na monitorização de pacientes internados, levando a deterioração clínica não prevista.
- falha na preparação ou comunicação de planos de tratamento entre equipas multidisciplinares.
- Consequências de erros de diagnóstico obstétrico que afetam mãe e filho.
Em cada cenário, um advogado especializado pode ajudar a recolher documentação clínica, coordenar peritagens, esclarecer prazos de prescrição e avaliar a estratégia de negociação ou litígio. Sem apoio jurídico, o processo de reclamar danos pode ficar dependente de informações técnicas complexas. A presença de um jurista facilita a comunicação com peritos e tribunais.
3. Visão geral das leis locais
Em Portugal, a responsabilidade por negligência médica enquadra-se principalmente na responsabilidade civil extracontratual prevista no Código Civil e no regime de saúde pública estabelecido pela Lei de Bases da Saúde. A junção destas regras orienta a forma como os danos são reconhecidos e indemnizados. A consulta de um advogado facilita a aplicação concreta destas regras ao seu caso.
- Código Civil - responsabilidade civil extracontratual, sobretudo artigos 483 a 487, que regulam culpa, dano e nexo causal. A aplicação prática envolve demonstrar falha de cuidado, dano patrimonial ou não patrimonial e relação causal com a atuação médica. Vigente desde a publicação original do código com alterações ao longo do tempo.
- Lei de Bases da Saúde - Lei n.º 48/90, de 24 de agosto, que estabelece os fundamentos do sistema de saúde e as obrigações do Estado relativamente à proteção da saúde e à qualidade dos serviços. A lei tem vindo a ser objeto de alterações para refletir novas políticas de saúde e organização do SNS.
- Regime regulatório da prática médica - incluindo princípios sobre o exercício da medicina e a responsabilidade profissional através de ordens profissionais e regulamentos de prática. A aplicação prática depende da especialidade e do contexto clínico, bem como de eventuais diretrizes da Ordem dos Médicos e instâncias regulatórias.
Notas rápidas sobre alterações: a Lei de Bases da Saúde tem sofrido atualizações para melhorar a qualidade do serviço e a proteção do paciente. O Código Civil tem sido comentado e interpretado por tribunais ao compatibilizar culpa e nexo com danos efetivamente comprovados. É essencial consultar um jurista para entender como estas regras se aplicam ao seu caso específico.
4. Perguntas frequentes
O que é negligência médica e como afeta o paciente?
A negligência médica é a falha de cumprir o padrão de cuidado esperado. Afeta o paciente quando causa dano quantificável ou sofrimento, exigindo avaliação pericial para confirmar culpa, dano e nexo causal. O resultado pode incluir indemnização por custos médicos e danos não patrimoniais.
Como começo um processo de reclamação por negligência médica?
Primeiro, reúna registos clínicos, relatórios de alta, prescrições e comunicações com o médico. Consulte um advogado com experiência em responsabilidade médico-legal para avaliar o caso. O jurista pode indicar se é melhor buscar via extrajudicial ou judicial.
Quando devo procurar um advogado especializado em negligência médica?
Sempre que haja danos e possível falha de cuidado por parte de um profissional de saúde. A presença de perícias técnicas, prazos de prescrição e a complexidade jurídica tornam recomendável a consulta precoce com um jurista experiente.
O que é necessário para comprovar culpa na negligência médica?
É preciso demonstrar que houve falha no padrão de cuidado, dano efetivo e nexo causal entre a falha e o dano. Peritos médicos ajudam a estabelecer se o comportamento do profissional destoou do esperado para a situação clínica.
Pode haver custos para o lesado ao reclamar de negligência médica?
Sim, existem custos processuais e honorários, mas muitos advogados trabalham com condições flexíveis ou honorários de êxito. O lesado pode negociar com o advogado sobre a forma de pagamento e os custos administrativos.
Qual a diferença entre resolver a disputa extrajudicialmente e recorrer ao tribunal?
Na negociação extrajudicial, as partes podem chegar a um acordo rápido e com menos custos. O processo judicial oferece decisão vinculativa do tribunal, mas pode levar mais tempo e envolver custos maiores.
Preciso de perito médico para o meu caso?
Quase sempre é necessário um perito para confirmar o desvio do cuidado, o dano e o nexo. O perito fornece relatórios técnicos que ajudam tribunais e mediadores a entender a essência clínica do caso.
Quanto tempo costuma levar um processo de negligência médica?
O tempo varia com a complexidade, prova e diligência das partes. Em Portugal, casos simples podem demorar meses, casos complexos podem estender-se por anos, especialmente se houver perícias profundas.
Onde devo apresentar uma reclamação por negligência médica?
Pode apresentar reclamação junto do serviço público de saúde envolvido, através do SNS, ou do organismo regulador correspondente. Um advogado pode orientar sobre o melhor canal e o formato da reclamação.
Pode haver responsabilidade mesmo que o médico seja privado?
Sim, a responsabilidade por erro médico aplica-se a profissionais de saúde privados e públicos. A prova e o nexo causal são centrais, independentemente de o atendimento ocorrer em hospital público ou privado.
O consentimento informado evita responsabilidade por erro médico?
Não, mas o consentimento informado reduz riscos de disputas. Se o consentimento não foi devidamente obtido ou explicado, pode pesar a culpa na avaliação do caso.
Como é avaliada a indemnização por danos não patrimoniais?
A indemnização depende da gravidade do dano, da qualidade de vida afetada e das consequências emocionais. Peritos médicos e jurídicos ajudam a quantificar esses danos para o acordo ou decisão judicial.
5. Recursos adicionais
- - canal oficial para registar reclamações de qualidade de cuidados de saúde, orientação sobre direitos do paciente e vias de compensação. https://sns.gov.pt
- - Ombudsman que pode receber reclamações sobre a atuação de serviços públicos de saúde e medidas administrativas relacionadas. https://www.provedor-jus.pt
- - órgão regulador profissional que oferece informações sobre prática clínica, padrões de cuidado e ética médica. https://ordemdosmedicos.pt
6. Próximos passos
- Reúna toda a documentação clínica relevante: relatórios, exames, prescrições, alta hospitalar e comunicações com profissionais de saúde. Isto ajuda a estruturar o caso para avaliação inicial.
- Marque uma consulta com um advogado especializado em negligência médica para avaliação preliminar do caso. Reserve tempo para discutir evidências, custos e hipóteses de resolução.
- Solicite uma opinião pericial inicial para entender se houve desvio do padrão de cuidado. O perito poderá indicar a viabilidade de reclamar ou litigar.
- Defina com o jurista a estratégia de atuação: tentativa de acordo, mediação ou processo judicial. Considere prazos, custos estimados e objetivos de indemnização.
- Quando apropriado, inicie contacto com o SNS ou com o Provedor de Justiça para reclamar de forma administrativa antes de avançar com ações judiciais.
- Prepare-se para possíveis etapas processuais: notificações, prazos de resposta, perícias e audiências. O tempo total depende da complexidade e da cooperação das partes.
- Avalie opções de acordo com o advogado, incluindo honorários, custos processuais e o potencial de indemnização antes de avançar para litígio.
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