Melhores Advogados de Fideicomissos em Portugal
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1. Sobre o direito de Fideicomissos em Portugal
Em Portugal, o fideicomisso não funciona como um regime autónomo idêntico ao trust de direito anglo-saxónico. O ordenamento jurídico português utiliza instrumentos de fidúcia, gestão patrimonial e disposições testamentárias para alcançar objetivos semelhantes, com regras enquadradas principalmente pelo Código Civil. Na prática, quem planeia o património com cláusulas fiduciárias recorre frequentemente a contratos de fidúcia, testamentos com cláusulas fideicomissárias ou instrumentos de gestão de ativos por terceiros.
2. Por que pode precisar de um advogado
- Planeamento sucessório complexo com cláusulas fideicomissárias para proteger o património familiar de herdeiros menores de idade.
- Criação de um mecanismo de gestão de ativos empresariais por terceiros para assegurar continuidade após a retirada de sócios ou administradores.
- Elaboração de um testamento com cláusula fideicomissária para manter ativos sob condições específicas após o falecimento.
- Resolução de conflitos entre herdeiros ou beneficiários que discordem das cláusulas fideicomissárias.
- Ajustes a contratos de fidúcia existentes face a alterações na legislação fiscal ou de registo de bens.
- Avaliação do enquadramento fiscal de instrumentos de fidúcia e o respetivo tratamento em IRS, Imposto do Selo e transmissão de bens.
3. Visão geral das leis locais
Existem regras específicas que afetam a forma como se utiliza o fideicomissos em Portugal, principalmente no âmbito do Code Civil, do regime de sucessões e da tributação aplicável a instrumentos de fidúcia. O Código Civil Português estabelece as bases para contratos de fidúcia e para a gestão de patrimónios, que podem moldar o funcionamento de fidiciários e beneficiários.
Além disso, a tributação de instrumentos fiduciários pode ficar sujeita ao imposto do selo, com regras aplicadas pela Autoridade Tributária e Aduaneira. A aplicação dessas regras depende do tipo de instrumento adotado e do objetivo patrimonial pretendido. Consulte sempre a AT para orientações atualizadas sobre a tributação aplicável aos seus instrumentos fiduciais.
“O direito português não dispõe de um regime autónomo de trust; os instrumentos de fidúcia e as cláusulas fideicomissárias são tratados através do Código Civil e de normas fiscais.”
Fonte: Autoridade Tributária e Aduaneira
Fontes oficiais úteis sobre o enquadramento jurídico e fiscal em Portugal incluem o Código Civil Português e o Portal das Finanças para questões de imposto e registo. Estas fontes ajudam a esclarecer quando um acordo fiduciar é tributável ou sujeito a registos públicos.
4. Perguntas frequentes
O que é um fideicomisso e como funciona em Portugal?
Em Portugal, o fideicomisso não é uma instituição autónoma como no direito anglo-saxónico. Funciona através de instrumentos de fidúcia, ou cláusulas fideicomissárias em testamentos, em que um fiduciário gere bens para o benefício de terceiros. O objetivo é assegurar cumprimento de condições ou proteção patrimonial.
Como faço para iniciar um fideicomisso testamentário com o meu testamento?
Para iniciar, deve redigir um testamento com cláusula fideicomissária com o apoio de um jurista. O testamentário deve indicar claramente os bens, os beneficiários e as condições de gestão até a realização do fim pretendido. É recomendável validar o documento junto de notário e registrá-lo conforme legislação aplicável.
Quando o fideicomisso termina e como é entregue o património?
A terminação depende do objetivo definido no instrumento. Pode ocorrer após o cumprimento de determinadas condições ou após um período especificado. A entrega dos bens aos beneficiários deve seguir a cláusula fiducial e pode exigir escritura pública ou registo, conforme o tipo de bem.
Onde posso encontrar orientação jurídica sobre fideicomissos em Portugal?
Comece pela consulta com um advogado especializado em direito patrimonial ou direito sucessório. Pode também recorrer a serviços de aconselhamento jurídico fornecidos por entidades oficiais. É importante confirmar que o profissional escolhido tem experiência em fidúcia, gestão de património e planos sucessórios.
Por que pode ser útil contratar um advogado para fideicomissos?
Um jurista especializado ajuda a evitar ambiguidades contratuais, reduz riscos de litígios entre herdeiros e assegura conformidade com a lei. Além disso, o especialista pode optimizar a estrutura para fins fiscais e de registo, poupando tempo e custos a longo prazo.
Pode um fideicomisso ser revogado ou modificado?
Sim, desde que haja consentimento das partes envolvidas ou cumprimento das condições previstas. Alterações geralmente exigem formalidades legais, como escritura pública ou registro, para manter a validade e evitar disputas.
Deve considerar custos legais de fidúcia e impostos?
Sim. Os custos incluem honorários de advogado, taxas de notário, registo e impostos aplicáveis. A tributação varia conforme o instrumento e o tipo de bens envolvidos, sendo essencial consultar a AT para estimativas precisas.
Qual a diferença entre fideicomisso e doação com reserva de usufruto?
A doação com reserva de usufruto transfere a propriedade com usufruto reservado ao doador. O fideicomisso envolve a gestão de bens por um fiduciário para beneficiar terceiros sob condições. As implicações patrimoniais e fiscais diferem conforme a estrutura.
Como são calculados os custos de abertura e gestão de um fideicomisso?
Custos de abertura incluem honorários iniciais, elaboração de documentos e registos. A gestão contínua envolve honorários periódicos, custas administrativas e eventuais impostos. Um orçamento detalhado com o advogado pode evitar surpresas.
Qual a diferença entre fideicomissos em Portugal e em outros países?
Em Portugal, a prática não oferece um regime autónomo de trust; já noutros ordenamentos há trusts com regras específicas. Em Portugal, os instrumentos são mais orientados por fidúcia e testamentos, com enquadramento fiscal diferente.
Posso criar um fideicomisso com ativos digitais no meu património?
Sim, ativos digitais podem ser incluídos, desde que descritos com clareza no instrumento fiduciário. A gestão de ativos digitais pode exigir cláusulas específicas sobre acesso, domínio e proteção de dados.
5. Recursos adicionais
- Ordem dos Advogados - Portugal - portal de orientação profissional, listas de especialistas e recursos sobre áreas de prática, incluindo fidúcia e direito sucessório. portal.oab.pt
- Portal das Finanças - informações oficiais sobre impostos, registos e enquadramento fiscal de instrumentos fiduciários. portaldasfinancas.gov.pt
- Diário da República Eletrónico - fonte oficial de legislação em vigor e alterações legais relevantes para direito patrimonial e sucessório. dre.pt
6. Próximos passos
- Faça um levantamento inicial dos seus objetivos patrimoniais e quem serão os beneficiários. Este passo dura 1-2 dias.
- Reúna documentação patrimonial relevante (propriedades, ações, contas, contratos). Reserve 1-2 semanas para completar.
- Consulte um advogado com experiência em fidúcia e planeamento sucessório para avaliar opções disponíveis. Agende uma consulta de 1 hora ou mais.
- Solicite um esboço de instrumento fideicomissário com custos estimados e prazos. Espere 1-2 semanas para receber o documento preliminar.
- Valide condições, cláusulas e salvaguardas com o seu consultor jurídico, ajustando conforme necessário. Tempo variável conforme alterações solicitadas.
- Conclua a redação final, com assinatura notarial e registo se aplicável. Este passo pode levar de 1 a 4 semanas.
- Proceda ao registo e, se pertinente, à apresentação para efeitos fiscais. Aguarde confirmação da Autoridade Tributária.
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As informações fornecidas nesta página são apenas para fins informativos gerais e não constituem aconselhamento jurídico. Embora nos esforcemos para garantir a precisão e relevância do conteúdo, as informações jurídicas podem mudar ao longo do tempo, e as interpretações da lei podem variar. Deve sempre consultar um profissional jurídico qualificado para aconselhamento específico à sua situação.
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