Melhores Advogados de Medicamentos e Dispositivos Médicos em Portugal
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1. Sobre o direito de Medicamentos e Dispositivos Médicos em Portugal
Em Portugal, a regulação de Medicamentos e Dispositivos Médicos segue o regime europeu e é supervisionada pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, INFARMED, I.P. A autoridade avalia, autoriza, fiscaliza e acompanha o mercado de fármacos e dispositivos de saúde. É também responsável pela farmacovigilância e pela cooperação com o SNS para acesso a terapêuticas seguras.
Os fármacos de uso humano exigem autorização de introdução no mercado e monitorização contínua após a venda. Já os dispositivos médicos precisam cumprir regras de conformidade, incluindo marcação CE e vigilância pós-comercialização. O exercício do direito envolve também procedimentos perante o SNS para reembolso e acesso a terapias financiadas.
Para residentes em Portugal, o enquadramento jurídico inclui regras da União Europeia transpostas para a legislação nacional e orientações técnicas emitidas por INFARMED e pela Direção-Geral da Saúde. A prática jurídica nesta área combina regulação, responsabilidade civil e gestão de riscos sanitários. Entender estes pilares facilita decisões informadas em relação a fármacos e dispositivos médicos.
2. Por que pode precisar de um advogado
Quando um medicamento não é autorizado ou é retirado do mercado, é útil consultar um consultor jurídico para analisar o processo de autorização e as implicações de uso off-label. A intervenção de um jurista pode acionar recursos legais e negociações com o INFARMED ou o SNS.
Se houver disputas sobre custos, reembolso ou comparticipação de fármacos pelo SNS, um advogado pode orientar sobre procedimentos administrativos, recursos e prazos específicos. O objetivo é obter melhoria de acesso ou compensação adequada.
Em caso de danos ou efeitos adversos associados a um dispositivo médico, é essencial ter apoio jurídico para avaliar responsabilidade, responsabilidade solidária entre fabricante, hospital e clínico, e a possibilidade de indemnização.
Quando surge uma retirada de um dispositivo médico do mercado ou um recall, um consultor jurídico ajuda a gerir a comunicação com pacientes, instituições de saúde e autoridades reguladoras, bem como a planejar medidas de mitigação de risco.
Para empresas envolvidas na importação, distribuição ou fabrico de fármacos ou dispositivos, a conformidade com MDR e regras de importação/exportação requer orientação especializada para evitar sanções ou interrupções de negócio.
Em casos de litígios de propriedade intelectual, como patentes de fármacos ou disputas de marca, um consultor jurídico com experiência em direito farmacêutico pode proteger interesses comerciais e estratégicos.
3. Visão geral das leis locais
O enquadramento legal em Portugal para fármacos baseia-se no regime europeu e na legislação nacional aplicável aos medicamentos de uso humano, com adaptações nacionais. As alterações recentes visam maior harmonização com a regulamentação europeia e maior transparência em preços, reembolso e farmacovigilância. A adoção de práticas de gestão de risco tem impacto direto na responsabilidade de fabricantes e profissionais de saúde.
Dispositivos médicos são regulados pela implementação do Regulamento (UE) 2017/745, que estabelece requisitos de avaliação de conformidade, vigilância pós-comercialização e retirada de dispositivos com risco elevado. Em Portugal, INFARMED supervisiona a verificação de conformidade e a cooperação com as entidades de saúde para assegurar a segurança dos dispositivos. A conformidade com MDR é obrigatória para fabricantes, importadores e distribuidores que atuam no país.
Para deixar claro o enquadramento, destacam-se três referências-chave: Regulamento (CE) n.º 726/2004, que estrutura a autorização de medicamentos de uso humano; Regulamento (UE) 2017/745, que regula dispositivos médicos; e o regime nacional correspondente que inclui decretos e portarias transversais à saúde pública. Alterações recentes fortalecem a vigilância, o acesso a inovação terapêutica e a gestão de riscos.
“O INFARMED, como autoridade reguladora, é responsável pela autorização de fármacos e pela vigilância de dispositivos médicos no território nacional.”
Fonte: INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde
“O Regulamento (UE) 2017/745 entrou em vigor plenamente em 26 de maio de 2021, impondo novas exigências de avaliação de conformidade e vigilância.”
Fonte: Comissão Europeia
“A conformidade com MDR é obrigatória para fabricantes, importadores e distribuidores que atuam em Portugal.”
Fonte: INFARMED - Guia de aplicação MDR
4. Perguntas frequentes
O que é necessário para autorizar medicamentos em Portugal?
É necessário obter autorização de introdução no mercado junto do INFARMED, demonstrando segurança, qualidade e eficácia. O processo inclui dados de qualidade, eficácia clínica e avaliação de risco. Posteriormente, o medicamento pode ser reavaliado para reembolso pelo SNS.
Como funciona a avaliação de dispositivos médicos pela autoridade reguladora?
A avaliação envolve a verificação de conformidade com o MDR, avaliação de risco e da classe do dispositivo. Dependem-se documentos de conformidade, testes clínicos quando aplicável e vigilância após a colocação no mercado. A INFARMED coordena o processo em Portugal.
Quando é que devo considerar uma ação legal por danos com um medicamento?
Se houver danos caracterizados por efeitos adversos graves ou falha comprovada de qualidade, pode ser adequada uma ação de indemnização. A avaliação envolve investigação de responsabilidade de fabricantes, profissionais de saúde e instituições.
Onde posso apresentar reclamação por um incidente com dispositivo médico?
As reclamações podem ser dirigidas à INFARMED, à DGS ou ao hospital onde ocorreu o incidente. Também existem vias judiciais para indemnização, dependendo da natureza do dano e da responsabilidade envolvida. A documentação detalhada facilita o processo.
Por que pode precisar de um advogado na área de patentes de fármacos?
Patentes afetam o acesso a medicamentos e podem gerar disputas entre fabricantes. Um jurista especializado pode orientar sobre estratégias de proteção, contencioso e negociação de acordos de licenciamento. A intervenção oportuna pode evitar perdas comerciais.
Pode exigir que um recall de dispositivo médico seja gerido de forma adequada?
Sim, um advogado pode orientar sobre comunicação com pacientes, coordenação com hospitais e cumprimento de obrigações regulatórias. A gestão de recalls envolve prazos, notificações e ações corretivas eficazes.
Deve o SNS cobrir tratamento com dispositivos médicos caros?
O SNS pode cobrir dependendo das regras de comparticipação, elegibilidade e disponibilidade de terapias. Um consultor jurídico pode ajudar a recolher a documentação necessária e a contestar decisões administrativas.
Como posso estimar custos de um litígio em Medicamentos e Dispositivos?
Os custos variam conforme a complexidade, duração e honorários profissionais. Normalmente incluem honorários, despesas processuais e possíveis indemnizações. Uma consulta inicial pode ajudar a antecipar valores prováveis.
Qual a diferença entre autorização e reclassificação de um medicamento?
A autorização é a concessão de permissão para comercialização. A reclassificação pode envolver reavaliação de risco, alterações de posologia ou de indicação terapêutica. Ambas requerem procedimento regulatório específico junto da autoridade competente.
Como é o processo de fiscalização de dispositivos médicos após a venda?
A vigilância pós-comercialização envolve recolha de dados de uso, incidentes com dispositivos e ações de recall, quando necessário. As autoridades podem exigir relatórios periódicos e ações de mitigação de risco. A conformidade é essencial para manter o acesso ao mercado.
O que envolve a avaliação de conformidade com MDR em Portugal?
A avaliação inclui a classificação do dispositivo, o processo de conformidade, a certificação do fabricante e a vigilância após venda. Em Portugal, a INFARMED orienta o cumprimento das exigências e a comunicação de incidentes.
Pode um advogado ajudar na negociação de preços de fármacos?
Sim, um consultor jurídico pode orientar sobre estratégias de negociação com fornecedores, cooperação com o SNS e recursos administrativos. A atuação eficaz pode impactar a acessibilidade e o financiamento de tratamentos.
5. Recursos adicionais
- INFARMED, I.P. Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde - regulação, autorização, farmacovigilância e conformidade de fármacos e dispositivos. https://www.infarmed.pt
- Direção-Geral da Saúde (DGS) Orientação clínica, vigilância sanitária e políticas de saúde pública. https://www.dgs.pt
- European Medicines Agency (EMA) Avaliação centralizada de medicamentos e cooperação regulatória na UE. https://www.ema.europa.eu
“A supervisão regulatória de fármacos e dispositivos é essencial para manter a segurança do paciente e a integridade do sistema de saúde.”
Fonte: INFARMED e DGS, referência regulatória e de saúde pública
6. Próximos passos
- Defina claramente o seu objetivo jurídico e o tipo de proteção ou compensação que pretende obter. (1-2 dias)
- Reúna toda a documentação relevante: autorizações, comunicações regulatórias, relatórios de incidentes, facturas e contratos com hospitais. (1-2 semanas)
- Faça uma lista de advogados ou consultores com especialização em Medicamentos e Dispositivos Médicos. Considere experiência prática, casos anteriores e disponibilidade. (3-7 dias)
- Contacte pelo menos 3 escritórios para uma consulta inicial gratuita ou de baixo custo. Pergunte sobre honorários, prazos e plano de ação. (1-2 semanas)
- Solicite uma avaliação preliminar por escrito com prazos, custos estimados e resultados prováveis. (1 semana após a consulta)
- Compare propostas, verifique referências e confirme a compatibilidade com a sua situação clínica e regulatória. (3-7 dias)
- Opte por um parceiro jurídico que ofereça clareza de comunicação, transparência de honorários e uma estratégia prática de gestão de risco. Assine o contrato e inicie o trabalho formalmente. (1-2 semanas)
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